A comodidade de se viver em condomínio e a necessidade da boa convivência entre os condôminos

 

O aumento da população e a crescente necessidade de melhor aproveitamento do solo fazem com que o processo de verticalização das cidades seja cada vez mais agressivo, com a incorporação de enormes arranha-céus e grandes conjuntos habitacionais.

A velha e bucólica imagem das cidades de antigamente, lembranças saudosas das pacatas regiões em que vivíamos, onde vizinhos tratavam-se pelos nomes, restam vívidas, porém, adormecidas em nossas lembranças.

Hoje a realidade é outra.

O intenso e contínuo processo de industrialização tem feito com que as pessoas, em busca de melhores condições de vida e de emprego, fixem residência próxima às grandes cidades, impulsionando o surgimento de prédios ainda mais altos e a construção de condomínios cada vez maiores, capazes de abrigar grande número de moradores.

Porém, o crescimento das cidades e o progresso trazem consigo consequências. Algumas positivas, outras nem tanto.

Uma dessas consequências é o indesejado crescimento da violência, motivado por vezes, pela falta de estrutura das cidades, erigidas desordenadamente, onde o desemprego, a falta de moradia, escola, saúde, educação, bem como a própria omissão e ausência do Estado, fazem brotar no meio da comunidade a insegurança e a violência.

Diante disso, muitas famílias, objetivando obter maior segurança, buscam viver em comunidade, aglutinando-se em condomínios. Alguns, inclusive, diante do tamanho e do grande número de habitantes, assemelhando-se a pequenas cidades, possuindo, não raras ocasiões, orçamento mais expressivo do que alguns municípios brasileiros.

Assim, visando encontrar a tão desejada sensação de segurança, aglomeram-se em condomínios, rechaçando fortemente a criminalidade pungente.

Porém, assim como acontece nas grandes cidades, que por vezes abandonas e mal geridas, transformam-se em verdadeiro conglomerado de violência e insegurança, o condomínio, se não administrado de forma correta, sem regras de funcionamento e sem o devido cuidado em relação a sua estrutura, pode vir a definhar-se, tornando verdadeiro problema para os seus moradores.

Então, a pergunta que se faz é como cultivar no condomínio uma atmosfera de harmonia e de paz, sendo este o questionamento de muitos síndicos e moradores.

A receita perfeita e acabada talvez não se tenha. Entretanto, sem o devido cuidado, sem o comprometimento e o envolvimento de todos na administração do conjunto, auxiliando o síndico, à administradora e demais empresas envolvidas direta ou indiretamente na difícil tarefa de gerenciar o condomínio física e economicamente, certamente o objetivo não será alcançado.

Criar regras de conduta e de convivência é fator preponderante para o sucesso na manutenção de um ambiente harmonioso e confortável, onde os moradores possam desfrutar dos benefícios de viver em comunidade.

Visando tal desiderato, há que se ter para tanto, o comprometimento de toda a comunidade condominial no intuito de cuidar e zelar pelo bom nome do condomínio, onde vizinhos tenham o prazer da convivência em grupo, e a estrutura do conjunto seja reconhecidamente boa, capaz de aguçar naqueles que ali desejem viver, o propósito de adquirir seu imóvel, construir e edificar o seu lar, o seu castelo.

Ademais, a verdade é que não há nada melhor do que poder chegar em casa e encontrar um ambiente de calma e tranquilidade. De poder encontrar com os vizinhos e saudá-los. De cumprimentar o síndico, o zelador, a faxineira sempre com bom-ânimo e satisfação.

Ter a certeza de que depois de um longo e exaustivo dia de trabalho e de estudos, de incontáveis afazeres, abatidos e fatigados pelo combate diário nos campos de batalha da vida, confortavelmente acolhidos no aconchego da sala de nossas casas, podermos partilhar junto de nossas famílias de momentos de harmonia e de paz.

Este desejo só é possível com o comprometimento de todos. Onde, soberanamente haja o respeito ao próximo.

Para tanto, semear a paz, o entendimento e a amizade é fator preponderante para que se tenha no condomínio um verdadeiro ambiente de harmonia e de entendimento, eis que todos nós, ao escolhermos viver entre meia-paredes, assumimos a obrigação de respeitar os limites da boa convivência e urbanidade, pois a nossa liberdade termina exatamente quando começa a do nosso vizinho.

Então, sejamos sempre cordiais e façamos do entendimento recíproco meta a ser atingida.

Façamos do nosso condomínio um verdadeiro lar. Uma casa de muitas famílias e de incontáveis amigos.

Fonte: Viva o condomínio