Os riscos dos pombos em áreas urbanas

 

Considerada símbolo da paz, essa ave de origem européia foi introduzida no Brasil como animal de estimação no século XVI. No entanto, sua reprodução em ritmo acelerado tem trazido transtornos à sociedade, como entupimento de calhas, danos a monumentos históricos, a antenas de TV, pintura de carros, fachadas de casas e prédios e principalmente a veiculação de pragas e doenças nos ambientes onde se instalam.
Os pombos podem transmitir dezenas de enfermidades chamadas zoonoses, como a histoplsamose, criptococose, toxoplasmose, salmoneloses e dermatites causadas por ácaros presentes em sua plumagem.  Sua proliferação excessiva se dá devido à proteção garantida por moradores das cidades, que os alimentam diariamente, pelas leis ambientais e ausência de predadores. Quanto mais alimento disponível, maior será a capacidade reprodutiva, que varia de 10 a 14 ovos por ano/fêmea, num período médio de três a cinco anos (estimativa de vida nas cidades), produzindo cerca de 2,5 kg de fezes ácidas ao ano.
Uma situação de extremo perigo é a limpeza de forros e espaços contaminados por suas fezes. Fungos presentes nos excrementos ressecados dos pombos podem causar desde problemas respiratórios a meningite criptococócica. Por isso, recomenda-se utilização de máscaras para limpeza desses pontos, além de molhar com água e desinfetante o espaço antes da penetração, a fim de reduzir as partículas em suspensão.
Considerados pelo IBAMA como animais domésticos, qualquer ação de controle que provoque a morte, danos físicos, maus tratos e apreensão aos pombos é passível de pena de reclusão inafiançável, segundo a lei 9605 de 12/02/98 Art. 29.: “Matar, perseguir, caçar, apa­nhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos, domésticos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa”.
As principais medidas adotadas para que estas aves evitem os espaços são não alimentá-los; reco­lher sobras de alimentos e o lixo exposto; instalação de tela nos vãos dos telhados para impedir a penetração; utilização de peças pontiagudas (espículas) nos pontos de pouso; aplicação de gel repelente específico em camada fina para que o “fisgo” afaste-os.
A utilização de bonecos de predadores, objetos brilhantes, fogos de artifícios e produtos com odor ativo, como a creolina, normalmente assustam as aves, mas tem efeito curto, pois elas percebem a inofensividade e retornam aos abrigos. Assim, o desalojamento dessas aves deve ser feito de forma estudada e com auxílio de empresas especializadas, que devem acompa­nhar os resultados até a partida do bando de forma inofensiva.
Fonte: Cadê o síndico