Portaria e moradores integrados: sinônimo de segurança

É comum que condôminos passem mais tempo dentro do próprio prédio que em qualquer outro lugar. Boas relações pessoais neste ambiente, portanto, são fundamentais.

Dentro de um espaço coletivo e democrático, o principal objetivo deve ser o bem comum, ou seja, prover benefícios que contemplem a todos os moradores. Compreender as necessidades do próximo é, portanto, o primeiro passo para consolidar esse cenário e estes valores.

Para além da política de boa vizinhança, é válido lembrar que uma integração firme entre o corpo do condomínio – que inclui aqui moradores e funcionários – reflete diretamente na segurança do prédio.

Os moradores devem sempre entrar em contato com a portaria quando houver alguma entrega, visita ou quando estes estiverem aguardando algum terceiro – prestador de serviço, por exemplo. Os condôminos também devem evitar os pequenos favores: se o porteiro está ajudando a carregar sacolas, a portaria fica vazia, aumentando os riscos.

Outro tipo de integração que mostra eficácia em relação à segurança dos prédios é a comunicação intercondominial. A prática consiste em construir uma rede de segurança entre os condomínios, facilitando o trabalho do porteiro, que pode contar com o apoio – e campo de visão – de funcionários dos outros prédios.

Dessa forma, em caso de situações suspeitas no entorno dos prédios, os porteiros dos respectivos condomínios podem se comunicar e alertar os moradores e, caso julguem necessário, podem acionar a polícia ou seguranças.

Na cidade de São Paulo, onde a prática se popularizou em meados de 2009, os resultados podem ser vistos através dos números: Os roubos de veículos na região caíram quase pela metade (- 46,4%) e houve ainda, uma redução no número de outros tipos de roubo (- 17,9%).

O método vêm se mostrando bastante conveniente, pois como a maior parte dos condomínios já tem um sistema de monitoramento interno e externo, o gasto é mínimo. Além disso, a prática promove ainda a interação entre a comunidade vizinha.