Segurança | Seu condomínio possui portas corta-fogo?

Quando se fala em problemas de segurança dentro dos condomínios, é comum imaginar de imediato assaltos, roubos ou algum outro crime proferido por terceiros e pensar em soluções como vigilância eletrônica e cercas elétricas. Entretanto, os riscos de incêndio e acidentes de ordem elétrica são também bastante eminentes e exigem um cuidado maior, que vá além dos extintores.

Em virtude da legislação cada vez mais rígida com a segurança nos prédios, alguns itens podem ser encontrados com uma frequência maior dentro dos condomínios – extintores, sprinklers (equipamento que detecta o fogo ou fumaça e libera água automaticamente)  e a porta corta-fogo – que em caso de incêndio mantêm os moradores em segurança e longe do fogo e fumaça por pelo menos 90 minutos.

Em relação às portas corta-fogo, a legislação, através da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, recomenda que as portas sejam colocadas em lugares estratégicos, como antecâmaras e escadas de edifícios; entrada de escritórios e apartamentos; áreas de refúgio; paredes utilizadas na separação de riscos industriais e comerciais e compartimentos de áreas, desde que utilizadas exclusivamente para passagem de pessoal; locais de acesso restrito, que se comunicam diretamente com rotas de fuga; acesso às passarelas e intercomunicação entre edifícios; portas em corredores integrantes de rotas de fuga; acesso a recintos de medição, proteção e transformação de energia elétrica.

Porém, é importante pontuar que apenas a aquisição de um novo equipamento não é o suficiente para garantir a segurança dos condôminos. Muitas vezes, o funcionamento desse item pode ficar comprometido graças ao uso indevido, portanto é dever do síndico incentivar o uso correto dos equipamentos.

Os moradores também devem ser alertados com algumas recomendações que os instruam por exemplo a não trancar as portas que se localizam no seu andar – pois em caso de incêndio, as pessoas poderiam ficar presas; Não utilizar calços e vasos para manter as portas abertas – já que a mesma pode apresentar defeitos nas dobradiças depois de algum tempo (e não funcionar corretamente em uma necessidade); Não obstruir a passagem com lixo ou com objetos de grande porte.

Por ser um equipamento manuseado diariamente em movimentos de abrir e fechar, o síndico deve preocupar-se ainda com a manutenção e o bom funcionamento do mesmo. As molas, dobradiças e lubrificação devem ser verificadas a cada 3 meses e durante a limpeza devem ser evitados materiais corrosivos que podem comprometer a estrutura física da porta.

É importante lembrar que as portas corta-fogo que protegem geradores, bombas e fiações elétricas podem ser trancadas, pois dessa forma se evita a circulação de pessoas pelo local, diminuindo também o risco de um acidente secundário após um incêndio.