Vazamento de gás pode ser causa de explosão em condomínio no Rio

Uma explosão no conjunto habitacional Fazenda Botafogo, em Coelho Neto, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou ao menos cinco mortos e nove feridos no fim da madrugada desta terça-feira (5), segundo informações do Corpo de Bombeiros. Há suspeita de que a tragédia tenha sido causada a partir de um vazamento de gás.

Morreram José S., 85, Rosane Oliveira, 55, e Francisco Oliveira, 55. As outras duas vítimas são uma mulher adulta não identificada e uma adolescente de 13 anos. Os sobreviventes foram encaminhados a três hospitais: Carlos Chagas, em Marechal Hermes, Albert Schweitzer, em Realengo, e Getúlio Vargas, na Penha.

Duas moradoras foram atendidas no próprio local e liberadas em seguida pelos socorristas do Corpo de Bombeiros: Renata C. Lima, 34, e Lenira M. Costa, 79.

Técnicos da CEG (Companhia Estadual de Gás) realizam uma inspeção no prédio atingido, pois há suspeita de que um vazamento de gás tenha sido a causa da explosão.

A tragédia ocorreu no primeiro pavimento de um prédio de cinco andares. A Fazenda Botafogo possui, no total, 86 prédios com 40 apartamentos cada. Aproximadamente 17 mil pessoas vivem no conjunto habitacional.

Segundo a “GloboNews”, moradores relataram que sentiam forte cheiro de gás há um ano. Um deles disse ter solicitado visita técnica da CEG há cerca de 30 dias. “Eles vinham aqui, constatavam que não tinha nada anormal e iam embora”, declarou ele à reportagem da emissora de TV.

Procurada, a CEG informou que o fornecimento de gás na região foi interrompido por medida de segurança e que “as causas do acidente estão sendo investigadas”. “Qualquer informação, por ora, é prematura”, disse a empresa por meio de nota oficial. “A CEG se solidariza com os moradores e informa que está com equipes no local, trabalhando em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com a Defesa Civil.”

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil do Rio, coronel Márcio Motta, que esteve no local, os apartamentos situados no raio da explosão estão interditados. Ele disse que o bloco afundou parcialmente, mas que não há perigo imediato de desmoronamento. Não há previsão de liberação para que os moradores retornem para suas casas. (Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil).

Fonte: Notícias UOL.